segunda-feira, 29 de abril de 2013

Comentários sobre religião e liberalismo


Gostaria de comentar o texto “Religião e Libertarianismo”, de autoria do economista Walter Block, traduzido e publicado no IMB no final de 2010 e que vem sendo divulgado por alguns conservadores através do Facebook. A idéia central do texto é a de que os libertarians não deveriam ser tão hostis à religião porque esta serviria de “concorrente” do estado na disputa pelos “corações e mentes” dos indivíduos (como se isso fosse uma coisa boa). Como o próprio autor diz, a religião seria uma inimiga do estado e inimigo do meu inimigo é um amigo.
Acho que a argumentação do texto faz muito pouco sentido ainda mais quando vemos que o autor usa como contraponto a sua posição, a posição de Ayn Rand (que segundo Block possuía um “ateísmo beligerante”). Falarei um pouco da posição de Rand mais a frente. Por enquanto fiquemos na parte mais pragmático-política (que é o foco do texto). Eu não aceito a aplicação genérica de um principio como “o inimigo do meu inimigo é um amigo”, independente do contexto. Só vou me aliar a outro grupo que não concorda com muitos pontos comigo quando esse outro grupo possui uma concordância em algum tema central dentro de um contexto determinado (há disputa politica em cima desse tema). Por exemplo, imagine que tome o Brasil a discussão sobre aborto, que isso se torne o tema central do cenário politico brasileiro. Eu, como liberal, que concordo com a auto-propriedade da mulher sobre seu próprio corpo (ver este texto), seria contra me aliar a religiosos e conservadores, porque dado o contexto politico, o que se está discutindo e “disputando espaço” é a opinião pública (e alguma politica concreta) sobre o aborto. Em um contexto desses, a esquerda seria uma aliada muito mais interessante. Ela é inimiga dos conservadores/religiosos, mas não é minha amiga, a não ser momentaneamente. Por outro lado, se o tema do momento fosse privatizações ou estatizações, talvez os conservadores (religiosos incluído), fossem os aliados naturais, afinal, a carolice deles pouco importa nesse assunto, não se está discutindo nada relacionado a isso, ela não é base para nenhuma discussão relevante nesse hipotético contexto politico (onde se discute privatizações).  
Assim não faz muito sentido usar o argumento do “inimigo do meu inimigo é meu amigo” para defender a “aceitação” da religião por parte dos libertarians simplesmente porque dependendo da situação politica o seu “inimigo” pode ser os religiosos e até a religião (como na questão do aborto ou em questões mais filosóficas). O autor defende o seu ponto dizendo que o “estado é o maior inimigo da liberdade humana” e como a religião é sua inimiga, então ela seria uma “amiga dos libertarians”. Isso beira o ridículo. Eu posso ser “inimigo” de X porque 1) não concordo com X 2) concordo inteiramente com X, mas queria estar na posição de X e fazer o que ele faz (logo tenho que elimina-lo). Nazistas e comunistas se odeiam, mas certamente nem o nazismo e nem o comunismo são “amigos” do liberalismo. Devemos ser menos “hostis” aos nazistas porque eles são inimigos do comunismo, como nós liberais? O estado, em alguns momentos e locais, foi/é o pior inimigo da liberdade, no entanto em outras épocas e lugares, a religião foi muito mais relevante em oprimir e exercer coerção do que qualquer “governante secular” (ver hoje o Oriente Médio, na idade média a situação da Espanha). Isso sem contar quando ocorre uma “simbiose” entre as duas coisas (reis divinos, representantes de deuses na terra e coisas do tipo, o que já ocorreu em praticamente todo canto do mundo).
Ainda no terreno pragmático, o autor sai em defesa das religiões afirmando que “elas mataram” menos que o estado e entende que isso é uma resposta a quem reclamar da inquisição, de abusos da igreja na idade média etc.. Eu nem considero esse argumento muito relevante, mas por curiosidade gostaria de saber se quando o estado matou em nome da religião ele (autor) colocou a conta nas costas da última ou do primeiro? Independente da contabilidade, argumentos desse tipo soam piores do que a encomenda (por isso falei sobre a irrelevância) simplesmente porque na época que a igreja tinha algum “poder politico” relevante no ocidente, a arma mais avançada era, talvez, um canhão. Talvez se a igreja católica tivesse trens, aviões, bombas atômicas, camarás de gás, ela tivesse feito muito pior que qualquer regime totalitário moderno. A verdade é que, em tempos modernos, para os atuais governantes ocidentais, matar 1000 pessoas do outro lado do mundo custa muito menos do que custava para a igreja ou governantes da idade média. O argumento de que a igreja matou menos pode ser verdadeiro factualmente (realmente a igreja e talvez todas as religiões juntas possam ter matado menos que os estados modernos), mas isso não quer dizer muita coisa quando em uma época o máximo que você tinha era um canhão enquanto hoje você tem bombardeios, misseis de longo alcance, bombas atômicas etc..  Os EUA devem ter “matado” mais que os aztecas, que as tribos primitivas da África inteira, nem por isso os últimos seriam “mais amigos da liberdade” do que os primeiros e nem o estado presente nos EUA é menos liberal do que o “estado” que havia no império azteca.
Deixando a questão de estratégia politica de lado e focando na posição anti-religião de Ayn Rand (que o autor usa como um contraponto a sua posição), embora ela possa ter várias coisas a dizer sobre os argumentos de “estratégia politica” do autor, ou na disputa sobre quem matou mais ou menos, se trata de um posicionamento muito mais filosófico e fundamental do que essas questões (embora, como eu disse, possa explicar muitos dos desdobramentos que o autor cita, como as mortes). Dentre outros motivos, Ayn Rand rejeitou a religião porque ela viu, corretamente no meu entender, como a mesma era anti-humana, anti-vida ao pregar a fé, o misticismo e a irracionalidade contra justamente o método de sobrevivência e desenvolvimento humano: o uso da razão. Ela também via a religião como uma moral altruísta (no sentido de sacrificar o individuo em nome de deuses ou de algum bem maior. O individuo devia, muitas vezes abrir mão de seus valores, da sua felicidade para servir a um suposto deus/senhor). Como eu não concordo com essa questão em Rand (a diferenciação que ela faz de “egoísmo/bom vs altruísmo/mau”, a definição que ela dá a esses termos), então não tratarei desse aspecto, comentarei mais sobre a parte epistemológica, da religião como anti-racional.
Como eu já tinha dito em outro texto, quando um leitor me perguntou sobre religião, a fé (religiosa) é, pela sua natureza, anti-razão. É uma escolha por negar a realidade, o que é. É uma deliberada opção por não aceitar o que o raciocínio, a lógica nos diz. É fechar o olho para o que existe. Um exemplo simples desse comportamento é a insistência católica em achar que uma virgem deu a luz a um menino. Não adianta mostrarmos por A + B que seres humanos não se reproduzem dessa forma, que não é a natureza dessa entidade. Eles (católicos) se negam a aceitar isso. Falei da história da virgem, mas poderíamos lembrar de outras “estórias” como a de um morto que "sai voando" do túmulo, ou um humano que literalmente "multiplica" peixes, cura doenças com movimentos de mão no ar, com reza. Não adianta mostrar que a natureza dos seres humanos não permite a eles "ressuscitar" (aliás, nenhum ser vivo faz isso), nem literalmente multiplicar peixes, curar doenças com “movimentos de mão no ar” e nem matar vírus / bactérias por “telepatia”. Não, eles "têm fé" e agem de acordo com essa crença, agem de acordo com o impossível, o contraditório mesmo que se prove a impossibilidade dessas coisas. Agem como se A não fosse A.
Não há nada mais ameaçador do que alguém não aceitar que A é A, não aceitar o que é. É a mais profunda negação de "humanidade" - a negação em usar sua mente, sua capacidade de raciocínio para conhecer e em última instância a negação de qualquer relação com base no convencimento, na argumentação (que no fundo, é a relação básica em uma sociedade liberal). A religião (e a fé) é a opção pela destruição, por negar a realidade. Não é nada muito diferente de um drogado que se entope em drogas para "esquecer a realidade", fugir dos problemas e fazer maluquices por aí. A fé, inclusive a fé religiosa, é um tapa-olho, uma fuga completa da existência, do que é. Nesse aspecto, a religião é extremamente anti-humana - é o anti-método da sobrevivência humana, é a negação da razão. É a opção pelo abismo, pela evasão.
O que tudo isso tem a ver com liberalismo? Epistemologicamente tudo o que foi dito acima, tudo que a religião é, colide frontalmente com a metafisica e epistemologia que permite a validação e a descoberta do liberalismo (assim como de todo conhecimento correto). O liberalismo é fruto do método racional, do uso da razão, da aceitação de que A é A, de que o mundo não depende do que nós achamos que ele é, ele é externo a nossa mente, com entidades com naturezas definidas e que agem de acordo com essas naturezas e não por “milagre” (i.e, contra a sua natureza), por “consciência e vontades humanas e sobre-humanas”. Mais que isso, que esse mundo pode ser conhecido através dos nossos sentidos e do uso da nossa mente, da razão, da identificação e utilização do material que os nossos sentidos nos fornecem, enquanto a religião, a fé, exige que “neguemos” tudo isso, que não acreditemos no que nossos olhos dizem, no que nós aprendemos com esse método. A religião exige fé, obediência mental independentemente das evidencias, independentemente do que nossos sentidos e a razão nos dizem. A religião exige escravidão mental absoluta ao que ela diz independentemente de como o mundo é. Enquanto a razão busca organizar, classificar e associar o material que recebemos sobre o que existe de forma não contraditória, nos permitindo aferir relações e propriedades desses existentes e assim aprender, a fé simplesmente aborta todo esse procedimento, simplesmente dizendo “acredite”. E se os seus sentidos e mente dizerem “não, preciso investigar”, ignore, coloque seu tapa-olho e siga em frente.  
Não há nada mais forte para exemplificar essa “dopagem” que a religião exige do que a noção de “sobrenatural”, de “milagre” presente, por exemplo, no catolicismo. Sobrenatural é exatamente a idéia de que A não é A. Entidades podem agir contra a sua natureza. Consequentemente aquilo que você vê, que você observa, aquele conhecimento que você obtém através de experimentos, observações, tudo aquilo não é válido, simplesmente porque A não é A, algo pode ser o oposto do que é por “vontade divina”. Veja que epistemologicamente isso não difere em nada das doutrinas dos estados totalitários que falam em “consciência coletiva”, “consciência nacional” ou ainda em consciência de classe (o mundo é o que o coletivo, ou a nação ou a classe diz que ele é, não existe um “mundo independente” da sua consciência, existe o mundo que a consciência quer). O liberalismo, na sua versão ética (o que inclui a variação de Rand) é assentado sobre uma metafisica e consequentemente uma epistemologia que rejeita toda essa visão mística, anti-racional.
A própria visão de que o homem deve abandonar o uso da razão e ter “fé”, seguir e guiar sua vida por uma moral e modo de vida que prega a negação do que é, que prega “fechar os olhos” e ter fé, “simplesmente acreditar” é algo assustador em termos de qualquer doutrina que coloque o individuo como o centro das suas preocupações, de uma doutrina que busca através da lógica e do conhecimento sobre o mundo, a forma correta, apropriada de um ser racional viver, um ser que precisa usar sua mente para conhecer, aprender, produzir e daí se desenvolver. A religião, como já foi dito, não é em nada diferente de uma droga que o sujeito toma para se dopar, para cometer evasão e se “desligar” do que o mundo transmite a ele. É uma maneira de fugir da responsabilidade por ter que enfrentar o que existe, conhecer o que existe e ter que lidar com as coisas como elas são, inclusive realizando escolhas e arcando com a consequência dessas escolhas. Só que com um agravante em relação às drogas, a religião afirma que tentar conhecer, tentar aprender, é tarefa “vã” simplesmente porque A não é A, A é o que a consciência divina quer que seja e por “milagre” ele pode querer que A seja não A, A “aja” contra sua própria natureza. Até onde se sabe, nenhuma droga é tão forte.
Para terminar o autor cita uma série de teóricos que teriam dado “grande contribuição” ao liberalismo e que eram católicos ou religiosos. Obviamente ser religioso ou padre não necessariamente bloqueia o sujeito a pensar corretamente e dar contribuições ao que quer que seja. Os sujeitos que deram essas contribuições, obviamente não seguiram, para a produção dessas contribuições, o mesmo procedimento mental que a religião exige que eles sigam. O sujeito não seguiu o mesmo procedimento mental para investigar a questão do valor, por exemplo (Escola de Salamanca) e para “acreditar” que  “uma mulher tem um filho virgem” ou que um ser humano ressuscitou e saiu voando para algum lugar. Seria impossível ele obter qualquer conclusão minimamente logica, compatível com o que existe se ele deliberadamente nega o que existe, se ele nega o material que seus sentidos lhe provem e se ele nega a lógica que sua mente usará para trabalhar essas informações fornecidas pelos sentidos, se ele simplesmente “tivesse fé” independentemente do que todo o resto do seu corpo e mente dizem. Só negando a sua humanidade, a sua racionalidade ele “pode ter fé” no que a religião diz. As pessoas são “incoerentes” em coisas simples como escolher sabores de sorvetes, imagine em questões como epistemologia, metodologia cientifica etc.. E ainda bem que esses religiosos foram incoerentes. Nada disso altera a natureza irracional, anti-humana da religião.
O mesmo vale para uma alegada “boa herança” de certas religiões. Existem vários textos de conservadores e até de “austro-libertarians” sobre a influência positiva da igreja católica na construção de bons valores (do ponto de vista libertarian). Assim como no caso do inimigo, onde o sujeito pode ser inimigo do seu inimigo por um bom motivo (ele realmente discorda do seu inimigo) ou pode ser por simplesmente querer tomar o lugar dele, no caso de idéias, alguém pode defender coisas certas pelas vias mais tortas e erradas possíveis. Às vezes a adoção de uma linha de raciocínio errada, pode ter como consequência erros em alguns pontos, mas não prejudicar o acerto em outros (isso depende da intensidade do erro, do tipo de erro etc..). Um exemplo fascinante ocorre na defesa do padrão ouro, por exemplo. Conservadores monetários (incluindo aí uma boa parte dos “austro-libertarians” modernos) defendem o padrão ouro, alguns chegam à bizarrice de defender 100% de reserva com padrão ouro e defendem pelos motivos Y.  Marxistas “ultra-ortodoxos” chegaram a defender a mesma coisa, simplesmente porque com isso ficava mais fácil validar a teoria do valor trabalho (em tese, minerar 1g de ouro envolve bem menos trabalho, custos do que minerar 100 toneladas, então é natural que 1g valha menos bens que 100 toneladas), um motivo que passaria longe de qualquer motivo minimamente razoável para qualquer austríaco (que defende a teoria do valor subjetivo). Os dois defendem o mesmo “ponto final”, mas por vias que os grupos considerariam erradas.
Uma religião que diz “não roubarás” é melhor (no sentido de ter contribuído mais para o desenvolvimento humano, da liberdade) do que uma que diz “roubarás”, mas o motivo, o argumento, a justificação dessa defesa continua sendo errado e extremamente anti-humano se essa justificação é “tenha fé, é assim porque Deus quer”. O mesmo “não roubarás” ou o aparentemente corretíssimo “comerás o pão com o suor do teu resto” não evitaram que a Igreja condenasse a usura (porque em tese era um ganho sobre o trabalho dos outros, os teóricos da igreja não entendiam a questão da preferencia temporal) e também não evitou passagens lamentáveis como “É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha, que um rico entrar no reino dos céus”. São exemplos de como por vias tortas você pode chegar a coisas boas, mas a muita coisa errada também. Não há nada de especial na igreja católica (ou no catolicismo de alguns pensadores) por causa disso. Muitos “esquerdistas” tiveram alguns insights interessantes em questões relacionadas a direitos da mulher, anti-escravidão, anti-privilégios de sangue e nobreza, defesa de liberdade de imprensa, defesa de igualdade (embora isso tenha sofrido uma enorme distorção), nem por isso dizemos que eles foram “amigos da liberdade” ou “ajudaram na construção da civilização ocidental” e coisas do tipo, embora, novamente, não deixe de ser verdade que, seja lá quais foram as justificativas que deram para defender essas coisas, eles acabaram contribuindo para que o mundo caminhasse nessa direção. Se todo mundo acredita na igreja católica e ela diz “não roubarás, porque Deus não quer”, as pessoas podem não roubar e isso será excelente, mas ela também pode dizer qualquer besteira em nome de Deus e as pessoas seguirão essa besteira e quando alguém questionar a racionalidade de tudo isso, quando alguém querer diferenciar o “não roubarás” de uma besteira qualquer através do uso da razão, do pensamento próprio, a igreja pode dizer, “cale-se e tenha fé, Deus sabe o que é melhor e você não passa de uma formiga perante o Senhor” e se o homem aceitar e seguir isso, podemos dizer que essa sim, é a sua verdadeira morte (embora, em certas épocas, ele tenha escapado da fogueira dessa forma). E isso os libertarians não podem tolerar.  

2 comentários:

Anderson Menezes Cardozo disse...

O problema é que infelizmente a grande maioria não é intelectual e nem estudou a apesar de obter a mesma capacidade de raciocínio.
A liberdade não é usada igualmente,muitos podem usá-las para te matar sendo que talvez A seja A para nós mas nem todos precisam saber,parece anti-humano?
A religião contra a liberdade?
Anti-humano é a liberdade para por fogo em um homem, para jogar uma criança da janela,...
A religião funciona como um escravista mental? Talvez mas mais como uma convicção que sem esta, não são todos tão racionais assim.
De forma alguma argumento sobre questões com você pois não sou tão capacitado, apenas acreditei que o ser humano é anti-humano, o ser humano é o próprio devorador de sua vida, a igreja põe uma consciência de criacionismo .
Acreditar que a religião é a principal causa de pessoas temerem fazer seus piores intentos serem reprimidos.
A razão humana não é nada sabia na minha opinião, por exemplo, se uma pessoa fosse exclusivamente criada em separado sem conhecimento acredito que seria um animal irracional de natureza maligna,
a sociedade é assim, como um animal na jaula (leis e regulamentos) e ela pode nos devorar mas ainda assim a alimentamos.
E obviamente que a pessoa é auto-proprietária de sua vida, mas o feto não. É responsabilidade da mãe porém não pode reclamar ou lutar pela vida , tem que ter liberdade para abortar a vida inocente mas encarar a lei da mesma forma eu diria talvez mais severamente já que a vida em questão não teve tempo de escolher religião ou liberalismo, etimologia ou metafísica, razão nem raciocínio.
Eu posso ter liberdade para acreditar em quaisquer ressuscitado.
E em qualquer coisas que não podemos provar porque somos auto-proprietários de nossa mente humana.

Anderson Menezes Cardozo disse...

Não posso argumentar bem pois me falta conhecimento já que sou apenas um montador de móveis e pintor nas horas vagas e principalmente porque não tenho nenhuma formação pois estou com 28 anos agora por favor não me interpreta mal desculpe qualquer coisa! kkkkkkkkkkkkk
um dia ouviram falar de mim quando eu estiver preparado para chegar em meus propósitos.
Tudo de Bom