segunda-feira, 25 de março de 2013

É o governo, estúpido!


Não é de hoje que encontramos reportagens como esta por todo canto. Sempre reclamamos dos preços no Brasil, que é dobro do preço nos EUA, que um mesmo produto lá custa até três vezes menos que aqui e por ai vai. Geralmente o diagnóstico da diferença segue duas linhas: ou a culpa é dos altos impostos ou as empresas sofrem de um surto de ganância em território tupiniquim e “enfiam a faca” (essa explicação, às vezes, vem acompanhada de lamúrias sobre o comportamento “burro” do consumidor brasileiro que aceita pagar mais caro, porque no Brasil é “chic” pagar caro, é status etc.. etc..)
Botar a culpa nos impostos pelos preços altos é uma boa explicação e a pessoa, acredito eu, estará bem perto da real causa se caminhar corretamente por essa “trilha”. O problema é que no caminho ela própria ou algum outro “colega” resolve dar uma de “contador” ou de “economista” e fazer aquelas contas bizarras do tipo: preço em dólar x câmbio + impostos e... chega em um valor normalmente menor do que o preço praticado. Aí sobra a explicação alternativa que é um festival de besteiras (ou quase isso): é o “lucro brasil”, as empresas são gananciosas, enfiam a faca, o consumidor é “tonto” e blablablá....
Bem, antes de mais nada, sinto informar mas, sim, as empresas são muito gananciosas.... não só “as empresas”, eu, você e qualquer ser humano com dois neurônios vamos sempre querer vender pelo “máximo” que conseguirmos (pelo menos nas nossas vendas de cotidiano, quando não conhecemos a outra pessoa etc..). Isso é assim nos EUA, na Alemanha, no México e no Brasil também. Logo, não, as empresas não tem um surto de ganância quando desembarcam por aqui, os vendedores brasileiros não são a reencarnação do mal por cobrarem o que cobram. Se existe um culpado, além dos eleitores e defensores de politicas protecionistas, anti-mercado (e você, que reclama tanto sem nem saber o porquê da situação que tanto odeia, pode ser um deles), esse culpado é o governo. Sim, o governo por cobrar os impostos que cobra (obviamente porque elegemos políticos que prometem consertar o mundo dando educação e saúde para todos), mas mais que isso, por fechar e regular o mercado de tal forma que asfixia a concorrência, advinha de quem.... principalmente de estrangeiros.
Eu sempre achei que não seria necessário explicar o básico de concorrência e seu efeito nos preços e na qualidade do serviço, mas dado o atual estado mental da maior parte dos brasileiros sobre o assunto, é bom explicar. Bem, você tem algo para vender que só você e umas poucas pessoas têm. Do outro lado, existe um monte de gente querendo comprar.  Você como um “capitalista malvado ganancioso” faz o que diante de tal quadro, qual ação óbvia que qualquer ser pensando com mais de meio neurônio deverá tomar? É o nosso famoso “enfiar a faca”. Se só eu tenho o maravilhoso Iphone 75 para vender, se todo mundo quer, porque raios eu vou vender barato? E não, o desejo pelo Iphone 75 também não é “exclusividade” desse povo mulato com samba no sangue e abençoado por Deus. Todo mundo, em todo canto do planeta quer o Iphone 75. Basta ver as filas que se formam em toda parte pelo mundo. Mas lá eles pagam “barato”! Qual o milagre? Ora, o milagre é que lá tem muita gente vendendo! Lá existe uma coisa chamada “concorrência”.
Se eu, aqui, único possuidor de um Iphone 75 ofereço o mesmo por duas vezes o preço, qual um caminho mais do que óbvio você poderia tomar em um mundo “civilizado”? Uma ação bem comum é pedir para aquele amigo de um amigo trazer o desejado Iphone 75 de fora, já que ele viaja para os EUA com frequência. Mas aí, como você é só o amigo do amigo ele vai dizer: pô, já vou trazer cinco, vai que a Receita me pega! Pois é, eis aqui o grande vilão... o seu nome é protecionismo. O protecionismo não passa de um “fechamento de mercado” (em nome de inúmeras besteiras que o brasileiro costuma aceitar como “proteger a indústria local”, salvar empregos etc..) para “produtos vindos de fora”. O protecionismo diminui o número de ofertantes de um produto impondo inúmeras barreiras a essas ofertas por parte de estrangeiros ou de pessoas obtendo o produto “lá fora”, barreiras essas que podem ser bem diretas como impostos sobre importação, ou “indiretas” como regulações ou até mesmo manipulação cambial (desvalorização de câmbio para proteger a indústria local de algum setor especifico, com base em algum argumento bem estupido).
Qual a única força que impede eu, único possuidor de um Iphone 75, de ofertar ele ao custo de um rim para você?  Uma oferta concorrente mais baixa! Se um consumidor é “extorquido” por uma oferta de 2x o preço, ele simplesmente poderia entrar no Ebay, na Amazon ou não sei mais aonde (algum site do sudeste asiático) e simplesmente comprar o Iphone pelo preço “de lá”. Mas o que vai acontecer quando ele chegar até nossos portos? Vai ser tributado em 60% do seu valor (ou algo do tipo). Bem, aí vem o nosso amigo contador fazendo a conta bizarra de novo: (preço x dólar)*1,6 não dá o preço que as empresas cobram no Brasil. Não dá e nunca vai dar simplesmente porque o fechamento do mercado promovido pelo protecionismo, além de não se resumir ao custo de tributação, cria uma reserva de mercado para os heróis que conseguem escapar da alfândega ou para os abnegados que resolvem ofertar tudo dentro da “legalidade”. Você, consumidor, já tentou importar alguma coisa? No Brasil é um martírio. O produto fica na Receita Federal sem prazo para sair. Você, além de pagar impostos, tem que esperar umas três semanas, em média, para saber o quanto vai pagar.  Imagine para alguém que queira importar para fins comerciais. O desembaraço nos modernos e eficientes portos e aeroportos brasileiros, as tributações, guia para cá, guia para lá... é uma maratona para poucos.
Os poucos que vencerão a maratona, cobrarão tudo ou parte de tudo que esse processo custou advinha de quem? De quem quer comprar e isso não tem nada de “maquiavélico” ou coisa do tipo. Assim como eu, você, um americano, um guatemalteca ou qualquer um na face da terra, o cara que passou por tudo isso quer lucro, quer dinheiro. Se para importar há um custo monetário, de tempo, de oportunidade gigantesco (porque nós brasileiros achamos que “produto estrangeiro” é nocivo, destrói empregos e outras baboseiras e por isso apoiamos medidas protecionistas), alguém só importará se puder compensar esses custos de alguma forma e ganhar dinheiro. O vendedor da Malásia faria a mesma coisa se ele tivesse que passar por toda essa maratona para importar algo, mas lá na Malásia não é assim.  Ele não tem que pagar zilhoes de taxas, preencher zilhões de guia, os portos e aeroportos de lá não são péssimos. Qualquer “Zé Mané” importa o que quer (pelo menos em matéria de produtos de informática). Assim se um vendedor importou o Iphone recém lançado lá dos EUA e cobra 2x o preço, qualquer um pode ofertar facilmente por 1,5x o preço ou mesmo por 1x o preço ou ainda você mesmo pode entrar no Ebay e comprar de um vendedor americano. Não há poucos vendedores. Todo mundo pode ser facilmente um vendedor em potencial. Graças a essa concorrência de vendedores, o “lucro Malásia” despenca. Não há como colocar margens de lucro altas, simplesmente porque qualquer um pode ofertar o mesmo produto facilmente se quiser e isso limita o poder dos ofertantes.
A raiz de todo mal em relação a preços de produtos no Brasil é simplesmente esse: falta de concorrência porque o mercado (o mercado inteiro) é super fechado para praticamente tudo. Se alguém oferta um Iphone por R$2500 eu não posso simplesmente ir até o Ebay e comprar um por U$400,00 ou U$500,00 simplesmente porque vou ser tributado em quase 100%, somado ao tempo de espera, a dor de cabeça com garantia, ao “risco internet” (características “naturais” dessa transação), tudo isso torna a oferta de R$2500 algo “aceitável”, algo factível e possível, graças ao extra “de tributação de 100%”. Quando alguém pega o preço de um produto lá fora, inclui os impostos e chega a um preço inferior ao praticado aqui e aí culpa as empresas por isso (o “lucro brasil” ou a ganância das mesmas), só posso dizer que esse alguém merece pagar até mais, porque é esse imb... que apóia esse monte de baboseiras econômicas que originam as intervenções estatais (como o protecionismo) que fecham o mercado e asfixiam a concorrência. É justamente os impostos, as regulações, enfim, o fechamento do mercado que permite as empresas e vendedores auferirem o “lucro Brasil”. Não existe surto de ganância tupiniquim, não existe essa conversa de “os impostos não explicam tudo”. Os impostos, estritamente falando, podem não explicar tudo porque como dito anteriormente, protecionismo não é só imposto de importação. Regulação que asfixia a concorrência também não é só protecionismo (por exemplo, dificuldades para abrir uma importadora, uma loja para importar também sufocam a concorrência e não são considerados protecionismo), mas obviamente a culpa é das politicas de governo, das politicas anti-mercados, das mesmas politicas que acham que empresa, lucro é coisa “do capeta” e precisam ser combatidos em nome de uma visão deturpada de “igualdade” e de “justiça social”.
Enquanto nós acharmos que bom serviço, preço baixo ou coisa do tipo dependem da “bondade” da empresa e que o governo “tem que fiscalizar”, “tem que dar um jeito” (geralmente com alguma regulação que só serve para fechar o mercado e limitar a concorrência), volto a repetir, merecemos (e iremos) pagar cada vez mais caro por cada vez menos qualidade. Adam Smith já havia dito a mais de 200 anos que não era da bondade do padeiro que você deveria esperar seu pãozinho quente de cada dia. E ele estava certo (sim, esse maldito “neoliberal”). A força que faz um desconhecido, que não dá a mínima para você, que provavelmente nem sabia que você existia, te tratar como um “rei”, fazer exatamente aquilo que você quer, oferecer um bom serviço a um preço ridículo é a concorrência. E ela faz isso porque transforma esse “bom serviço” na única forma factível desse ofertante conseguir realizar seu próprio interesse, ganhar dinheiro! Se você acha a Telefônica uma droga, não é a Telefônica que você tem que amaldiçoar, mas sim as regulações que não permitem novos entrantes no mercado, o governo que não leiloa novas frequências para uso em telefonia, a prefeitura (e, obviamente, as leis que ela tem que seguir) que não deixam a GVT cabear a cidade de São Paulo, que não deixam a SKY implantar sistema de internet pela rede elétrica e por aí vai. Estes são exemplos de “fechamento de mercado” que não são protecionismo (no sentido normal da palavra), mas que causam o mesmo efeito da questão dos importados (porque eu pago por um plano de 10 megas de internet o que um americano paga pelo de 100). É sempre a mesma causa: excesso de regulação, de falta de concorrência e a origem disso é a mentalidade anti-mercado que o brasileiro tanto adora. Que vê empresas como vilãs, buscando essa droga chamada “lucro” e o governo como um superpai pronto para nos proteger dessas seguidoras do demo com sua “ganância desmensurada” (que sempre todo mundo tem, menos eu).
Então pela milésima vez, parem com esse monte de bobagem sobre empresas e vendedores tendo surto de ganância no Brasil e votem por politicas econômicas adequadas, como abertura comercial com o fim de impostos sobre importação, desregulamentação, gastos controlados que permitam redução de impostos internos, mais livre mercado e menos intervenção na economia.

13 comentários:

Anderson Nascimento Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anselmo Heidrich disse...

Parabéns pela didática.

Fernando Maia disse...

Ah sim, o PS3 no seu lançamento tinha "ofertas" de 3999. Depois de alguns meses baixou para cerca de 1800. Como você explica isso, redução nos custos? Para né, a culpa disso tudo é sim da margem de lucro. Não queira alienar ainda mais os consumidores do que já são.

Richard disse...

Fernando Maia, simples demanda e oferta..... qdo acaba de lançar mta gente quer (é preciso diferenciar o efeito lançamento, que faz o preço explodir no começo - em várias partes do mundo, inclusive - da tendência que o texto critica de q sempre os produtos, na média, são bem mais caros aqui).... excetuando o efeito lançamento (que passa), com o tempo os "meios ilegais" (contrabando) começam a fazer maior efeito e a oferta aumenta, diminuindo o preço.....

de qq forma, é mto simples.... faça vc o teste.... tente ofertar um PS4 ao preço internacional e veja se "compensa o esforço" (ou seja, vc considera que o retorno é adequado p/ substituir sua atividade atual, fazer isso de trabalho mesmo)..... vai ver q, a não ser q vc tenha tendências a Madre Teresa de Calcutá, não.... e q se vc aumentar o preço vai ganhar pq ninguém tem tempo , "saco" e contatos suficientes p/ fazer quase uma operação de guerra p/ trazer um ps4 a um preço normal (dada a quantidade de regulações e impostos q tem q enfrentar)

se vc considera q o "markup" q o governo brasileiro gera fechando o mercado é "alto" demais, domine o mercado baixando o preço, tentando trazer a oferta de fora..... verá q operará com prejuízo econômico (poderia ganhar mais fazendo outra coisa e nem seria vendendo ps4 ao preço oficial).... e é por isso q gente muito mais "esperta" q eu e vc não faz.... ninguém rasga dinheiro

Unknown disse...

Mas como pode haver concorrencia na venda de playstation se apenas a sony o produz?

Se a margem de lucro mais vantajosa no Brasil é x%, pq é que vai ser menor nos outros paises? Nao deveria ser igual ou parecida em todos os lugares?

sobreosdias disse...

Na verdade enquanto pessoas culparem o governo, mais as empresas vão se sentir a vontade para praticar o que a Sony praticou.

Cada caso é um caso, o governo tem culpa em muitas coisas. Mas todo governo tem suas burocracias e impostos.

Não engane as pessoas como se fora daqui fosse tudo mais barato e fácil e aqui o verdadeiro inferno, enquanto tem empresas que aos nossos custos lucram rios.

Este caso do aparelho da sony é bem claro o quanto a empresa se sente totalmente livre para cobrar o quanto quer. Inflou o aparelho, pois mesmo sem imposto nenhum chegaria ao consumidor por mais de R$ 1.800.

E ainda se achou injustiçado por fazer o governo terminar de ferrar tudo. Enquanto muitos pensarem que a culpa é nossa, mais empresas estrangeiras vão fazer a mesma coisa.

Você falou muito, mas apenas defendeu um ponto de vista que parece muito pessoal, como uma pessoa que defende os próprios interesses.

Infelizmente no momento em que estamos qualquer pessoa que escreve um texto como o seu acaba ganhando alguns cabeça vazia.

Você mesmo citou, que existem pessoas fazendo "muitos calculos" para mostrar que a culpa é da empresa. Você desconsidera isso por que? Os números não são importantes? A filosofia das suas palavras são mais?

Então de em suas palavras como o concorrente tem um aparelho mais caro chegando aqui pela metade do preço. Me explique como o aparelho se não tivesse imposto algum seria mais que o dobro do preço no varejo americano e europeu. Sem imposto algum seria mais caro que no Chile e na Colômbia.

Seria culpa do governo?

sobreosdias disse...

Na verdade enquanto pessoas culparem o governo, mais as empresas vão se sentir a vontade para praticar o que a Sony praticou.

Cada caso é um caso, o governo tem culpa em muitas coisas. Mas todo governo tem suas burocracias e impostos.

Não engane as pessoas como se fora daqui fosse tudo mais barato e fácil e aqui o verdadeiro inferno, enquanto tem empresas que aos nossos custos lucram rios.

Este caso do aparelho da sony é bem claro o quanto a empresa se sente totalmente livre para cobrar o quanto quer. Inflou o aparelho, pois mesmo sem imposto nenhum chegaria ao consumidor por mais de R$ 1.800.

E ainda se achou injustiçado por fazer o governo terminar de ferrar tudo. Enquanto muitos pensarem que a culpa é nossa, mais empresas estrangeiras vão fazer a mesma coisa.

Você falou muito, mas apenas defendeu um ponto de vista que parece muito pessoal, como uma pessoa que defende os próprios interesses.

Infelizmente no momento em que estamos qualquer pessoa que escreve um texto como o seu acaba ganhando alguns cabeça vazia.

Você mesmo citou, que existem pessoas fazendo "muitos calculos" para mostrar que a culpa é da empresa. Você desconsidera isso por que? Os números não são importantes? A filosofia das suas palavras são mais?

Então de em suas palavras como o concorrente tem um aparelho mais caro chegando aqui pela metade do preço. Me explique como o aparelho se não tivesse imposto algum seria mais que o dobro do preço no varejo americano e europeu. Sem imposto algum seria mais caro que no Chile e na Colômbia.

Seria culpa do governo?

sobreosdias disse...

Na verdade enquanto pessoas culparem o governo, mais as empresas vão se sentir a vontade para praticar o que a Sony praticou.

Cada caso é um caso, o governo tem culpa em muitas coisas. Mas todo governo tem suas burocracias e impostos.

Não engane as pessoas como se fora daqui fosse tudo mais barato e fácil e aqui o verdadeiro inferno, enquanto tem empresas que aos nossos custos lucram rios.

Este caso do aparelho da sony é bem claro o quanto a empresa se sente totalmente livre para cobrar o quanto quer. Inflou o aparelho, pois mesmo sem imposto nenhum chegaria ao consumidor por mais de R$ 1.800.

E ainda se achou injustiçado por fazer o governo terminar de ferrar tudo. Enquanto muitos pensarem que a culpa é nossa, mais empresas estrangeiras vão fazer a mesma coisa.

Você falou muito, mas apenas defendeu um ponto de vista que parece muito pessoal, como uma pessoa que defende os próprios interesses.

Infelizmente no momento em que estamos qualquer pessoa que escreve um texto como o seu acaba ganhando alguns cabeça vazia.

Você mesmo citou, que existem pessoas fazendo "muitos calculos" para mostrar que a culpa é da empresa. Você desconsidera isso por que? Os números não são importantes? A filosofia das suas palavras são mais?

Então de em suas palavras como o concorrente tem um aparelho mais caro chegando aqui pela metade do preço. Me explique como o aparelho se não tivesse imposto algum seria mais que o dobro do preço no varejo americano e europeu. Sem imposto algum seria mais caro que no Chile e na Colômbia.

Seria culpa do governo?

Unknown disse...

a concorrência nesse caso eh o xbox one, que apesar de ser o mais caro do mundo virou a melhor opção no Brasil no momento de lançamento...

Richard disse...

Sobreosdias,

as empresas "estrangeiras" só querem lucro no brasil? elas fazem isso aqui exatamente pq não há concorrência..... pq no lugar de vc comprar o produto "oficial", lançado no brasil e vendido em lojas daqui vc não compra lá fora, mais barato?..... pq qdo o produto for entrar aqui o governo tributa absurdamente, tornando o preço quase tão alto qto o de dentro....


ja disse.... ninguém vende nada por um preço baixo se pode vender por um alto.... e p/ baixar preço é só concorrência.

releia o texto e pense melhor....

vc deve ser um desses q apoia esse mercantilismo tosco q vemos no brasil, q acha q o governo faz algo p/ "proteger o consumidor" e outras baboseiras...

Richard disse...

sobre pq uma empresa coloca markup maior q outra, isso depende de uma infinidade de coisas..... a questão é q no brasil, EM GERAL, (independente se o markup é de 70%, 75,6%, 98,3%, 678,3%), ele é maior q no resto do mundo..... é essa tendência q o texto trata, não pq, particularmente, a sony multiplica o preço por 5x, a ms por 2,76x, a apple por 3x etc.. mas sim pq todas elas, em geral, multiplicam por um numero maior que no resto do mundo.....

Richard disse...

Unknown

qdo falo em concorrência falo em concorrência entre ofertantes de ps4 (magazine luiza, fnac, fastshop, joão com seu quiosque na santa efigênia, eu ou vc etc..)..... não entre diferentes consoles..... a concorrência com o xbox, tbm baixa o preço do ps4, mas é um efeito mais global.....

o texto não trata disso, trata do pq tanto ps4 ato xbox one, qto qq coisa custa mais caro aqui do q lá fora.....

Richard disse...

Unknown

se no país A 400 pessoas vendem a mesma coisa q vc, enquanto no país B só vc vende o produto (pq o governo no país B dificulta a entrada de outros ofertantes no mercado), o q vc faria com a SUA margem de lucro?

provavelmente no país A ela seria menor pq se vc colocar muito alto, outro vai lá e baixa um pouco..... já no país B não tem esse outro p/ competir com vc....