sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A tal “guerra cambial”

Como não se fala em outra coisa nos últimos dias, pensei em escrever um novo texto comentando a tal "guerra cambial", mas não teria muito a acrescentar em relação a outro artigo escrito aqui no blog sobre desvalorização cambial. Me refiro ao Desvalorização artificial do câmbio: um péssimo negócio.

Os demais países, no lugar de reclamarem, deviam é "agradecer" o governo dos EUA por tão generosamente transferir riqueza dos seus habitantes locais para o resto do mundo, em suma, por subsidiar o consumo do resto do mundo às custas do empobrecimento dos próprios americanos. Mas obviamente, nada disso acontecerá. Aqui, como no restante do globo, o governo continuará reclamando da desvalorização, continuará falando em "guerra cambial" e usará a expansão monetária americana como pretexto para subsidiar os grandes e ineficientes exportadores locais através da mesma artimanha aplicada lá (desvalorização). Adicionalmente, capitaneada pelos economistas “jaboticabas”, a defesa da prática da "economia da impressora" (basta emitir moeda que tudo se resolve) ganhará status de “política necessária”. Se a inflação aparecer, a culpa é da trágica “guerra cambial” imposta pelos yankees imperialistas. Infelizmente, aparentemente os keynesianos, mais uma vez, conseguiram fazer o mundo acreditar que ficará mais rico, se sairá "melhor", aquele que mais usar a impressora. Além dos exportadores, a HP também agradece.

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