sábado, 25 de abril de 2009

“W.” de Oliver Stone: o mais novo propagandista de Chávez

Estreou neste fim de semana o filme “W.” do diretor Oliver Stone, o mesmo que recentemente fez “As Torres Gêmeas” e “Alexandre”. Não assisti o filme, mas a julgar pelo posicionamento político do diretor, não deve ser lá muito favorável ao ex-presidente americano. Em entrevista a Folha o diretor disse que tentou ser justo. É como dizem, “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. O diretor deveria ser “justo” também com Hugo Chávez e não se prestar ao papelão de novo propagandista oficial. Na mesma entrevista ele diz que, com o documentário sobre Chávez, pretende: "retratar de modo positivo o projeto bolivariano do governante venezuelano e corrigir a visão distorcida dele que a mídia dos EUA impõe ao público".

Não se deve levar muito à sério a opinião de quem acha que Bush foi um horror e ao mesmo tempo acredita que Chávez faz algo que mereça ser taxado de “positivo”. Stone não é muito diferente daqueles intelectuais petistas e simpatizantes que acham que combater grupos terroristas e seus financiadores diretos é crime, é condenável, mas expropriar pessoas produtivas, fazer maluquices econômicas (e o diretor tem coragem de falar da crise econômica como algo ruim do governo Bush), calar a oposição estatizando TVs, dar guarita à terroristas, dar apoio à presidentes que financiam o terrorismo tem algo de “positivo”... deve ser porque faz parte da luta contra essa sociedade terrível que permite a ele (Stone) criticar abertamente um presidente tão poderoso e tirano como era Bush. Provavelmente se Chávez estivesse na posição que Bush ocupou, Stone estaria exilado por “ameaçar a democracia”.

PS: A minha posição sobre os anos Bush está aqui.

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