domingo, 18 de janeiro de 2009

Sobre terrorismo e o governo Bush

[1] Chegou ao fim a “Era Bush”. Foi uma época negra, não porque como a esquerda adora frisar, Bush foi ao Iraque e Afeganistão “matar inocentes”. Inocentes foram mortos, mas esse nunca foi o objetivo. Foi negra porque um novo inimigo do ocidente ganhou força: os fanáticos muçulmanos. O 11 de Setembro foi uma declaração explicita de guerra a todo o mundo livre, seu modo de vida e seus ideais de justiça. Foi a instalação de uma época de medo. Ir ao supermercado, caminhar pelo parque, pegar um trem, atividades corriqueiras de outrora, se transformaram em uma “aventura” no pior sentido. O terrorismo, como vimos com os fanaticos muçulmanos, é algo injustificavel. É o sacrificio, puro e simples, de inocentes, uma espécie de “punição” por um modo de vida que os fanáticos não aprovam. Além disso, explodir dezenas, centenas de inocentes é a realização máxima, o sonho de vida desse povo; tornar-se mártire.

[2] Como se não bastasse toda a loucura que isso representa, o terrorismo se revelou um verdadeiro veneno dentro de sociedades livres. O medo gerou um avanço do governo ameaçando a liberdade (como o Patriot Act), gerou fechamento das fronteiras, gerou raiva e preconceito contra povos que não tinham nada a ver com os malucos do Talibã, Hamas, Irã etc.. Mesmo que os defensores bem intencionados dessas medidas alegassem que estavam tentando “salvar” a liberdade, é uma espécie de salvamento bastante arriscado, uma cirurgia de altíssimo risco não tão necessária. Quando o Talibã atacou no 11 de Setembro, Bush fez o correto. Invadiu o Afeganistão, o país comandado pelos talibãs e caçou os terroristas. Foi uma decisão acertada, apesar das criticas, principalmente de alguns democratas e esquerdistas pelo mundo, os mesmos que geraram tudo isso, que deram força a esses loucos através de conceitos absurdos como “soberania dos povos” e relativismo cultural. Nutriam simpatia, simplesmente porque lutavam contra a “ordem ocidental, capitalista”.

[3] Depois Bush invadiu o Iraque. Foi um ataque ao alvo errado, mas pelo motivo (pelo menos o oficial) certo. A alegação foi a presença de armas de destruição em massa. É importante destacar alguns pontos aqui: o Iraque, mesmo depois da Guerra do Golfo, nunca nutriu ódio ou ameaçou realmente os EUA como o Irã, por exemplo, faz. No fundo, apesar de ser um filhote de “Stalin”, Sadam Hussein era uma ameaça muito menor que os aiatolás de Teerã. Esses sim, são o combustível e a fonte de dinheiro da maior parte dos terroristas que espalharam o terror na última década pelo mundo. Outro fato importante, é que o Irã está muito mais próximo da construção de armas de destruição em massa, do que o Iraque. Ninguém tem o direito de ter armas de destruição em massa, e a razão é simples: como o mundo hoje é organizado, elas servem para matar, exterminar inocentes. É uma impossibilidade, no raio de efeito de uma bomba atômica só existirem “agressores”, invasores. Sempre existirá um grupo considerável de inocentes. Ao contrário de uma infinidade de armas, a bomba atômica e similares, por exemplo, não servem para a sua única função legitima: defesa.

[4] Ocorre que no mundo atual, alguns países fabricaram e possuem bombas atômicas. EUA, França, Rússia são alguns exemplos. É irreal imaginar que os EUA destruírão seu estoque de armas nucleares sem a Rússia fazer o mesmo. E é mais irreal ainda imaginar que os dois farão. De certa maneira, bombas atômicas cumprem uma função econômica. Elas economizam em defesa e em gastos para manter uma certa ordem. A simples posse de tal artefato gera uma espécie de “respeito” ou “medo” que ela venha ser usada e intimida certas ações. Obviamente isso também não é uma função legitima de defesa: ninguém tem direito de se defender ameaçando matar inocentes que o suposto agressor “gosta” ou se importa.

[5] Se existem bombas atômicas no mundo, é melhor que elas fiquem nas mãos de países comprometidos com a justiça e a liberdade e não nas mãos de “líderes” que visam destruir o ocidente, de lideres que desconhecem conceitos como direitos individuais, liberdade e livre mercado. O Irã, a Coréia do Norte e qualquer outro país com histórico de, ou com alta possibilidade de terem “malucos” no poder, países com histórico moral e ético reprováveis, como Irã, Venezuela, Coréia do Norte, Líbia, Egito e mesmo Rússia, não tem direito algum a ter bombas atômicas e a tentativa de construí-las deve ser vista como uma agressão, uma declaração de guerra. Obviamente no caso da Rússia a situação é bem mais complicada. O foco hoje é o Irã. O mundo livre teria o dever de evitar que esse país chegasse à bomba atômica e mais que isso, dado que os aiatolás financiam boa parte dos grupos terroristas ativos como o Hamas e o Talibã, eles são cúmplices dos ataques ao ocidente e devem ser punidos por isso. Seria completamente legitimo, apenas considerando a ação militar, que os EUA ou Israel invadissem o Irã e destituíssem os Aiatolás do poder.

[6] Bush, no lugar de procurar ligações entre os aiatolás e os terroristas, invadiu o Iraque sem provas e acabou não encontrando nenhuma arma de destruição em massa quando "chegou lá". Houve uma chuva de criticas, algumas acertadas outras absurdas como alegações de “imperialismo” ou violação de direitos como “direito a soberania” etc.. Chegaram a compará-lo à Hitler, em mais uma daquelas totais distorções que a esquerda fez ao longo da história (e continua a fazer explicitamente; uma recente pode ser encontrando em um artigo do arquiteto Niemeyer defendendo Stalin). Uma critica comum a invasão se referia ao motivo: segundo alguns era óbvio que não se tratava de acabar com armas de destruição em massa ou nem derrubar um ditador e libertar o povo iraquiano (é bom frisar, ambos os motivos, considerando estritamente a guerra e não problemas relacionados ao seu financiamento, seriam legítimos). O real motivo era petróleo. Por trás dessa critica existe uma besteira que vira e mexe atormenta a América Latina, e é bem comum no Brasil. A idéia de que aquilo que é comumente chamado de “país” é, na sua totalidade, realmente propriedade daqueles que nasceram em algum ponto desse território. Assim, eu, nascido no estado de São Paulo, em Jaú etc.. tenho propriedade sobre a Amazônia ou sobre o subsolo do interior do Nordeste só porque nasci no território chamado “Brasil”. Desse erro, saem slogans como “o petróleo é nosso”, ou a “Amazônia é nossa”. A Amazônia é de quem se instalou consistentemente lá primeiro e de quem comprou desse primeiro, seja lá brasileiro, americano, norueguês... O petróleo é de quem é proprietário do terreno e o encontrou.

[7] Quem encontrou petróleo no Iraque não foi nenhum iraquiano. Foram as “terríveis” empresas petrolíferas. Se o governo iraquiano estatizou terrenos e cobrava para si os royalties e não deixava que supostos verdadeiros proprietários do terreno recebessem, não é culpa de empresa petrolífera alguma. Aqui há um ponto importantíssimo: no fundo, boa parte dos terrenos com petróleo (regiões desérticas), não tinham proprietário algum. O máximo que acontecia por lá era algum grupo de nômades passar a cada “meio século”. As empresas petrolíferas que encontraram petróleo nessas terras são suas legitimas proprietárias e não qualquer nascido na região chamada Iraque. Se o governo dos EUA realmente tivesse invadido o Iraque por causa do petróleo, estaria agindo legitimamente, pois é sua função (a única segundo liberais clássicos) garantir a propriedade de seus cidadãos, propriedade que foi usurpada pelo ditador iraquiano.

[8] O mesmo seria válido em países como Bolívia, Venezuela que vivem “devolvendo ao povo seus recursos naturais”, leia-se, estatizando. Não existe direito de propriedade por região de nascimento algum. No caso brasileiro, dado que a própria descoberta de petróleo foi encampada pela Petrobrás, não há problemas desse tipo com estrangeiros. Mas existiria com locais. Além disso, estatizações de ferrovias, estradas, portos como ocorreu no passado, levantariam a uma situação semelhante a do Iraque. A OPEP, por exemplo, é um cartel ilegítimo. É um cartel formado por governos que controlam a produção como se eles, governos, fossem donos do petróleo e determinasse quanto deve ser produzido. Os verdadeiros donos do petróleo são as multinacionais que foram até as regiões inóspitas desses países e acharam petróleo. Mas é óbvio que algum político populista ou esquerdista soltaria algum absurdo como “o verdadeiro dono do petróleo é o povo” e abriria caminho para todo tipo de ingerência e injustiça, levando exatamente a atual situação: tiranos parasitando empresas produtivas e usando o dinheiro para fazer barbaridades e atrocidades como ocorria no Iraque, ocorre no Irã, em outras teocracias árabes e em menor grau, ocorre na Venezuela.

[9] Os maiores erros do governo Bush, não foram as guerras. É a critica eterna de uma esquerda aliada de terroristas, tiranos ou qualquer espécie repugnante que defenda algo que cheire “anti-capitalismo” ou anti-americanismo. Das duas guerras, a primeira é inquestionavelmente legitima e a segunda, se não foi legitima, pelo motivo oficial (destruir armas de destruição em massa), seria legitima pelo motivo dito, pela própria esquerda, como o real motivo (recuperar poços de petróleo). O petróleo não era dos iraquianos, era das malvadas multinacionais que o descobriram em regiões inóspitas. Os maiores erros foram atos contra a liberdade individual como o Patriot Act, o fechamento ainda maior de fronteiras e regulações econômicas como a famigerada lei Sarbanes-Oxley que veio supostamente para evitar outros “casos Enron”. A esquerda mais uma vez conseguiu vencer a batalha cultural, moral em nossos dias. Bush vai entrar para história como um “tirano”, quando na verdade, em linhas gerais, fez o que devia ser feito. Invadiu o Afeganistão, derrubou o Talibã e no Iraque destruiu mais um tirano, além de recuperar o petróleo que pertencia as empresas, em geral, americanas (esse segundo motivo, segundo a própria esquerda). Na verdade, poderia ser dito que ele fez pouco, deveria ter invadido o Irã, mas obviamente isso serviria como motivo para mais criticas da esquerda, que soltaria as tradicionais bobagens referentes à “culturas diferentes”, “soberania dos povos” ou “imperialismo americano”. Para eles, Bush deveria ter “negociado” com os terroristas ou gastado bilhões em escolas, hospitais, programas de recuperação economica no oriente médio (o que só daria mais força aos aiatolás, dado que seriam eles que estariam no poder). É o mesmo raciocionio que ocorre aqui em relação à violência: criminosos se combatem dando parquinhos, escolas, hospitais, programas de retreinamento, visita de natal, páscoa, carnaval etc.. etc.. e não com policia bem equipada, leis e sistema de justiça eficientes.

[10] Vejam o recente episódio em Gaza. Mais uma vez, o país que se defendia, que lutava pela justiça saiu como o vilão, com a ONU alegando que Israel estava cometendo crimes de guerra e com a União Européia (pasmém) saindo como “heroína” porque conseguiu um cessar-fogo unilateral de Israel. Só pode considerar a posição da ONU e da UE como sendo corretas, aqueles que acreditam que não existe direito de defesa, que não existe o certo e o errado, que devemos ser tolerantes com o terror, com o irracional e a carnificina que os terroristas desses grupos radicais defendem. Israel tem o direito de se defender e de ocupar Gaza se isso for necessário para sua defesa. Como já expliquei nesse texto, nenhum povo tem direito de substituir um governo “estrangeiro” que garante a justiça por um governo próprio que visa a injustiça. Felizmente, um pouco diferente do caso dos EUA, alguns articulistas de grandes jornais, mesmo aqui no Brasil, se posicionaram corretamente ao lado de Israel e condenaram os terroristas do Hamas. Mas essencialmente, o ataque moral feito a Israel foi o mesmo feito contra os EUA e em ambos os casos, largamente errados. Largamente e não totalmente errados porque as condenações a morte de inocentes são completamente legitimas, embora, para esse povo, a critica só sirva para um dos lados, nunca para os terroristas. Sempre está completamente errado quem foi agredido, tenta se defender e mata inocentes por erro, nunca aquele que agrediu visando propositadamente os inocentes.

[11] Virou moda, desde o jornalista iraquiano, que atirou um sapato em Bush, exaltar aqueles iraquianos, palestinos que fazem o mesmo (atiram sapatos em simbolos americanos como sinal de repúdio). A Folha publicou em seu site, com certo destaque, uma foto de um menino palestino atirando um sapato em um outdoor com as fotos de Bush e Ehud Olmert (primeiro ministro israelense). Provavelmente a foto foi “montada”. Algum jornalista internacional pediu para que crianças atirassem sapatos no outdoor em troca de algum dinheiro ou bem e fabricou uma foto “bonita”, no clima de apoio aos terroristas que a esquerda e parte da grande mídia geraram. A verdade é que os palestinos e iraquianos, que dizem ser tão pobres, deveriam economizar sapatos ou ao menos atirarem no alvo correto como nos líderes do Hamas, terroristas que os palestinos deram tanto poder, ou em aiatolás fanáticos que muitos consideram “sábios”, “líderes espirituais”. Está mais do que na hora do dito “povo muçulmano” acordar e perceber quem são os verdadeiros vilões e não se colocar na frente de metralhadoras israelenses para defender a casa de terroristas ou coisas do tipo. De certa forma, o que eu escrevi em um texto anterior, falando sobre abertura de fronteiras, livre imigração como exemplos de politica adequadas, ajudaria a tirar da propaganda dos fanáticos, pessoas que só querem viver suas vidas em paz. Isso diminuiria consideravelmente o poder deles e ajudaria na luta justa contra o terror e o fanatismo islâmico.

7 comentários:

Cristiano disse...

Acho que poucos foram tão otimistas com Bush como eu fui. Os discursos que o elegeram eram de teor profundamente libertário, voltado para o front interno com Reforma do SS, Autonomia aos Estados, eliminação de centenas de programas estatais ineficientes, etc...
O 11/09, e a guerra ao taleban deram uma popularidade e um apoio politico avassalador para ser utilizado no front interno e infelizmente foi jogado no lixo com um erro grotesco: A Guerra no Iraque. No fornt interno tudo foi perdido e piorado de forma inacreditável. A critica a Bush é seu desastroso desempenho na economia.

André Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André Silva disse...

Certa vez você me disse que discordava da idéia de prisão preventiva tal como a apresentada no Minority Report. Disse que uma pessoa não poderia ser presa se ela não tivesse cometido um crime. Todavia, só porque um país tem um fetiche por ter armamentos nucleares (assim como mulheres que gostam de ter centenas de pares de sapatos) você defende que eles tem que ser invadidos. ABSURDO!

Ter uma bomba atômica não implica que ela será utilizada, não era este o seu ponto sobre o Minority Report? O papel de uma bomba atômica para o Irã não pode ser o mesmo de uma ferrari para o Cristiano Ronaldo, para tentar destruir túneis?

abs

ps: se você tivesse nascido no lugar do Gandi, você usaria uma camisa dizendo "Mamãe, quero ser inglês"!

Richard disse...

André,

Não, o meu ponto sobre o Minority Report era que o sujeito era preso antes de cometer qualquer tipo de agressão ou ameaça crível e direta de agressão (como apontar uma arma p/ vc e dizer q vai te matar)....

O Minority Report era "prenda, antes do crime acontecer".... o q eu disse não tem nada a ver com isso. Ameaça direta, objetiva e crível de agressão é uma agressão (na verdade a ameaça é tão somente a primeira etapa da agressão).

Mujo disse...

Richard,

Até metade do ano passado eu concordaria com praticamente tudo que escreveu aqui. mas ao pesquisar bastante sobre esse assunto, estudando os argumentos dos dois lados, descobri que existe dezenas de evidencias que indicam fortemente que este ataque de 11/set foi um inside job.

por exemplo, eu posso te provar (sim, provar) que os 3 WTC, que na versão oficial cairam por causa do fogo, na verdade foram demolições controladas. isso usando apenas fontes oficiais.

outra evidencia forte foi o depoimento dos militares que estavam com o vice-presidente na base militar mais proxima do pentagono, que afirmam que o vice presidente impediu a interceptação do voo que atingiu o pentagono, mesmo sabendo dos 2 ataques as torres (já havia passado mais de 1h após o primeiro ataque).

enfim, nesse caso o Bush está mais para um terrorista que tomou o controle do estado. nada mais natural do que esperar que pessoas usem a maquina estatal pra lucrar.

enfim, esse caso me parece mais um argumento contra a existencia de um estado. afinal, se não ouvesse essa força descomunal criada por eles, ninguem poderia usa-la para seus proprios interesses.

[]'s

Eric Duarte disse...

Decepcionante este artigo, principalmente para um cara que conhece os princípios e autores libertários...
Só vou dar um artigo do Hans Hoppe como resposta:
http://www.oindividuo.com/convidado/hoppe.htm

Richard disse...

Eric,

Vc deve ser um daqueles "libertários" q apóiam terroristas e gente como os aiatólas do Irã, não? Q votaria no Obama nas eleições americanas? Q acreditam que Israel é um agressor, não tem direito de existir e os terroristas muçulmanos é q estão certos? Bem, p/ dizer a verdade eu me sinto lisonjeado em decepcionar esse pessoal...

Sobre o artigo do Hoppe é um artigo com uma temática diferente da q eu propus.... Hoppe centra na questão da legitimidade do próprio governo em fazer "qq coisa"... o meu artigo toma o governo como um dado, é uma análise de o q um governo faria "normalmente", no mundo atual, não um texto sobre a justiça do próprio governo... logo é um tanto inutil (embora verdadeiro) dizer q não é libertação pq A liberta B de C e mantém B como refém (pq refunda um governo, ora é óbvio q vai refundar um governo) ou q não é libertação A libertar B tomando dinheiro de D (impostos sobre os americanos).

Esse posicionamento de não aceitar a ação pq A libertou B e o tornou seu refém ou pq tributou os ameriocanos é um non-sense.... é melhor deixar os terroristas agirem pq o dinheiro foi obtido de impostos? E não adianta dizer: "o melhor era o governo não tributar e deixar as pessoas se defenderem"... isso está fora de questão, o governo não fará isso. Dado que ele existe (e isso não significa q é correto, é só uma constatação de q ele existe e não vai desaparecer tão cedo), o melhor a fazer é proteger a propriedade com o dinheiro roubado de D e isso passa por eliminar terroristas e grupos como Talibã e Hamas...

Aplicação de principios liberais em situações concretas é tão importante qto saber formula-los logicamente