sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sarah Palin e os "ecochatos"

Estou bem ocupado nos últimos tempos e consequentemente tenho postado pouco e quando posto são textos mais curtos. Hoje gostaria de comentar rapidamente sobre as eleições americanas, mais especificamente sobre a escolha do vice da "chapa" republicana.

Gostei da indicação de Sarah Palin para vice de McCain (o candidato que teria meu voto se eu morasse nos EUA). Gostei principalmente porque ela defende a exploração de petróleo em áreas do Alasca sob proteção ambiental. Atualmente a exploração é proibida, uma restrição injustificada que só eleva o preço do petróleo e serve para fortalecer ditaduras árabes no Oriente Médio, além de coisas como Chávez aqui na América Latina. Para completar, tal restrição dá munição para os argumentos dos “ecochatos” que defendem rios de subsídios para as tais “ fontes de energias alternativas” e controle cada vez maior do governo sobre a economia. O fim dessa restrição representaria um pouco de mercado para um setor que cada vez mais, por influência dos democratas e simpatizantes, está sob as mãos fortes do governo.

Mas, além da posição sobre o petróleo, recebi um belo “extra” da vice do McCain; o seu discurso agressivo, atacando Obama serviu para deixar horrorizada a “esquerda cor de rosa” brasileira que sonha em ser “democrata”, acha os democratas a “América Civilizada”, a última bolacha do pacote. Que os republicanos dêem mais uma surra nos democratas e deixe os nossos “politizados” indignados, sem entender lhufas, sem entender como um povo pode votar em um partido que majoritariamente apóia livre mercado, pelo menos bem mais livre do que muitos ditos liberais aqui no Brasil dizem defender, um partido que não tem medo de se auto-declarar “pró-market”, não cai no lenga-lenga politicamente correto, rejeita o socialismo e derivados com uma veemência inédita no cenário político brasileiro e ainda são favoráveis ao porte de armas. Obviamente os republicanos não são tão liberais quanto eu gostaria que eles fossem, mas em toda América (incluindo aqui América Latina), representam algo muito melhor do que todas as demais forças políticas relevantes.

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