domingo, 14 de setembro de 2008

Governos são bons remédios contra o risco sistêmico?

[1] Na semana que passou a noticia de que o governo americano estatizou as duas maiores empresas de hipotecas (Freddie Mac e Fannie Mae), que, diga-se de passagem, já foram estatais, ouriçou intervencionistas e anti-liberais do mundo inteiro. Choveram artigos sobre a “morte do neoliberalismo”, a necessidade de intervenção do estado na economia, que mercados não se “auto-regulam” e por aí vai. Mesmo muitos economistas liberais se não se entusiasmaram com a noticia, também não a condenaram. A maior parte dessa não condenação tem como base o famoso argumento do “risco sistêmico”, i.e, um risco gerado por "efeito dómino", que atinge todo um setor.

[2] O tal risco sistêmico vem sendo, durante todo o século XX, um dos pilares teóricos para a intervenção do governo no mercado bancário. Basicamente o argumento mais convencional é relacionado ao chamado “sistema de reserva fracionada”. Se um banco “quebra”, ou não consegue suprir uma determinada demanda por saques, as pessoas podem achar que outros bancos também não terão a capacidade de suprir suas demandas e que elas não conseguirão sacar seu dinheiro. Essa expectativa leva a uma correria aos bancos, que, dado o sistema de reserva fracionada, obviamente não terão mesmo o dinheiro para todos sacarem. A quebra de um banco gera desconfiança e acaba expondo todo o setor. Um argumento parecido pode ser usado para débitos. Se um grande cliente dá um default, os demais participantes do mercado sabem que a agência que sofreu o default pode, ela mesmo, dar um default em seguida e assim sucessivamente. No fim ninguém recebe pelos empréstimos e o sistema de crédito acaba ruindo.

[3] Observe que, no caso das corridas bancárias, o que gera o problema é o fato do sistema ser baseado em reservas que não cobrem toda a quantidade de “dinheiro” emitida. O problema inexistiria em um sistema com 100% de reserva. Em um sistema como esse, as pessoas correriam receber nos bancos e eles teriam as reservas suficientes (100%). O mesmo não ocorre no nosso sistema, é da sua natureza, é intrínseco a ele esse tipo de risco, por isso o nome “risco sistêmico”. É bom entender o seguinte: o banco não ter moeda suficiente para pagar seus clientes não significa que o banco quebrou – não significa que seus ativos são insuficientes para honrar seus compromissos. Significa apenas que ele não tem um ativo especifico, chamado moeda, que é o ativo devido e desejado pelo sacador. Em tese, ele poderia pagar uma parte dos demandantes com as reservas que tem e logo em seguida comprar desses demandantes o dinheiro que pagou (por exemplo, vendendo outros ativos no mercado, como títulos públicos) e pagar, com essa captação, aqueles que faltam receber. O Banco repetiria esse procedimento até cobrir todos os demandantes, ou seja, a mesma quantidade de dinheiro serviria para pagar montantes maiores do que essa quantidade de dinheiro (que é a situação em um sistema de reserva fracionada)

[4] O problema é que nem sempre é possível transformar ativos menos líquidos em moedas, e muito menos quando não se está preparado para isso. Além disso, a troca de moeda por títulos no mercado leva a um enxugamento na quantidade de moeda, o que por sua vez gerará deflação e conseqüentemente os ativos do banco podem não ser suficientes para comprar e recomprar a quantidade de moeda necessária. Aquilo que, inicialmente não era um problema, os ativos eram suficientes para arcar com os compromissos do banco, passa a ser dado que um desses compromissos está aumentando de preço (no caso, moeda). Temos então, de um lado, um risco inerente ao sistema de reserva fracionada e do outro lado a sua vantagem: ora, se alguém larga pedaços de papel (ou antigamente barras de ouro) num cofre de banco e não volta para resgatar tão cedo, para que deixar essas coisas enterradas, sem uso algum? Embora não faça muito sentido no caso do papel moeda, no caso do ouro, por exemplo, uma quantidade menor de ouro (necessária no sistema de reserva fracionada) pode prestar os mesmos serviços monetários que uma quantidade muito maior (reservas 100%). Com o ouro excedente pode-se produzir vários outros bens. Tal possibilidade seria o que os economistas chamam de “melhoria de Pareto” – alguém melhora sem piorar ninguém (você continua tendo o mesmo serviço monetário e ainda tem mais de outros bens que usam ouro).

[5] Para o nosso dinheiro (papel-moeda), o argumento não é tão óbvio, mas segue a mesma lógica: primeiro, ele libera todo ouro e substitui por algo bem mais barato, papel. Embora, olhando só por esse lado pareça óbvia a superioridade do papel-moeda sobre o ouro, a coisa não é tão simples assim. Justamente por ser mais barato, é mais fácil produzir dinheiro de papel do que lastreado em ouro, o que pode (e de fato aconteceu) gerar inflações altíssimas. O segundo ponto é parecido com o argumento anterior sobre a reserva fracionada em ouro: se alguém está demandando aquele pedacinho de papel inutilizado, aceita pagar por ele, quem piora se o banco emprestá-lo? O depositante, “dono” original do papelzinho, continua tendo o mesmo serviço monetário (será?). Por outro lado, outro demandante de dinheiro recebe o bem que desejava. É muito dito que essa operação gera inflação (no sentido convencional) porque aumenta a quantidade de moeda na economia – o que “alteraria” o serviço monetário. Tudo isso é verdade, mas só se a demanda por moeda continuar estável. E mesmo assim, as deflações e inflações por parte dos bancos serão geradas apenas como ajuste das reservas ao chamado “ótimo”, ou seja, aquela reserva que maximiza o lucro do banco. Dado que a reserva ótima é função principalmente de taxas de juros e quantidade de papel-moeda, ambos “controlados” atualmente pelo governo e sua política monetária, grandes movimentos de inflação ou deflação serão resultados exclusivos da política monetária do governo.

[6] Alguém pode perguntar, mas porque a reserva ótima não é zero? Exatamente pelos motivos explicados anteriormente. As pessoas depositam seu dinheiro nos bancos esperando poder sacá-lo a hora que bem entender, sem qualquer problema ou demora. Como todos não sacam ao mesmo tempo, basta o banco ajustar a quantidade de dinheiro que manterá no cofre para suprir esse fluxo de saques. Se a reserva estiver abaixo desse necessário, as pessoas terão dificuldades em sacar e provavelmente não depositarão mais em tal banco ou exigiram juros cada vez maiores para fazê-lo, o que significará perda de confiança e de lucros ao longo do tempo, no limite até a quebra do banco, dado a perda de confiança. Se a reserva estiver acima, o banco poderia emprestar o adicional e aumentar seus lucros. Isso significa que existiria uma reserva voluntária ótima por parte dos bancos, tal reserva seria suficiente para evitar que determinados eventos desencadeassem uma quebradeira geral. Mesmo que alguns bancos falhem, o próprio mercado no inicio se prepararia com um colchão de reservas maiores ou até mesmo um estoque de títulos líquidos para fazer as recompras de moedas necessárias. Após um tempo, os bancos que falhassem seriam classificados pelo próprio mercado como “de baixa confiança”, enquanto os que mantiveram sempre suas demandas em dia receberiam uma classificação de confiança. O problema do risco sistêmico seria bastante reduzido e só se tornaria relevante diante de alguma catástrofe. E mesmo no caso das catástrofes, se elas fossem suficientemente altas e custosas, nada impediria do mercado adotar níveis de reservas bastante altos (no limite, o 100%).

[7] Mas como o governo vem estragando tudo isso ao longo do tempo? Com a invenção de um suposto “emprestador de última instância” chamado banco central. Imagine que um banco privado deixe suas reservas baixarem a níveis extremamente baixos. A punição a esse banco será dada pelo mercado: quando clientes dos depositantes retornarem ao banco para sacar os cheques que seus depositantes passaram ou os próprios depositantes voltarem para sacar seus fundos, o banco não terá moeda suficiente e será obrigado a fechar as portas. Isso gerará desconfiança e a desconfiança será cada vez maior conforme o evento se repita. No limite, o banco quebrará (antes perderá clientes, terá que pagar juros maiores etc..). Mas o governo, alegando risco sistêmico, pode emprestar as reservas necessárias ao banco através do BC. Aí está a causa da maior parte dos males do nosso atual sistema monetário.

[8] Imagine, por um instante que o BC cumpra realmente o seu papel original defendido por muitos pós-keynesianos e keynesianos em geral: ele sempre será o emprestador de ultima instância, sempre dará “liquidez” ao mercado. Ora, se um banco aumentar muito a quantidade de moeda da economia, levar as suas reservas a nível baixíssimos, o BC irá e cobrirá a falta de reservas. O limitador imposto pelo mercado desaparece. O banco pode emprestar e aumentar a quantidade de moeda à vontade. O resultado será inflação e uma alocação de crédito absurdamente ineficiente, com pouquíssimas considerações sobre risco, por exemplo. Ora, se os bancos não tomam cuidado ao emprestar porque o governo cobre a falta de reservas, obviamente as pessoas também não se preocuparão em escolher entre bancos saudáveis e não saudáveis. Em qualquer lugar o governo garante o pagamento. Qual o resultado óbvio? O que nós vimos na crise do subprime americano e no começo da década passada aqui no Brasil.

[9] Bancos emprestarão para quem não deveria receber os empréstimos, financiarão quem não receberia financiamento se o próprio banco arcasse com todos os custos da operação. A intervenção do governo como “emprestador de última instância”, transforma os bancos em instituições frágeis, com créditos frágeis, passivos acima do ótimo, reservas abaixo do ótimo e traz a tona o risco sistêmico – o de um banco frágil quebrar e contaminar todos os demais bancos que são igualmente ou um pouco menos frágeis. Um “BC pós-keynesiano” – fornecedor de “liquidez” ao mercado, emprestador de ultima instância, geraria no mercado bancário e financeiro exatamente aquilo que eles acusam de ser gerado em um livre mercado: uma quantidade de moeda fora do controle, inflação, instabilidade financeira e risco sistêmico elevado.

[10] Se o governo se propõe a regular o sistema monetário a melhor política é aquela que visa única e exclusivamente a taxa de inflação. Seja lá o que aconteça com bancos ou qualquer instituição, seja lá o que aconteça com variáveis reais como produto ou emprego, a única preocupação do governo será a inflação (quantidade de moeda na economia). Parece ser uma política dura e insensível, mas não é. A posição firme do BC serve para ganhar confiança e assim fazer bancos e instituições financeiras agirem como senão existisse a possibilidade do governo vir a ajudá-los em caso de políticas excessivamente arriscadas e expansionistas. Existem alguns exemplos mais clássicos do problema que estou colocando, chamado em economia de “risco moral”. Dois famosos são o dos seguros e o de negociações com terroristas. Se você tem um carro e não tem seguro, você toma total cuidado com o carro. Mas imagine que você faça um seguro 100%. Provavelmente você não tomaria tanto cuidado com seu carro, justamente porque você está arcando com “nada” ou quase nada dos custos da sua ação. É por isso que as seguradoras ou não seguram 100% (seguram 40%, 50%) ou seguram exigindo uma infinidade de coisas e a preços exorbitantes.

[11] O exemplo dos terroristas é mais adequado ao nosso tema: porque governos do mundo inteiro dizem enfaticamente que não negociam com terroristas? Ora, porque se eles aceitassem negociar choveriam terroristas, por exemplo, seqüestrando aviões e exigindo negociar com o governo em questão um monte de coisas. O BC e o governo deveriam fazer o mesmo no mercado financeiro: não vamos ajudar ninguém, se fizerem besteira, arcarão com os custos. Bem, mas voltando aos terroristas, imagine que um deles mesmo com a posição forte do governo resolva arriscar e seqüestre um avião. Bem, o governo era “duro” porque não queria que isso ocorresse. Mas dada a falha da política, deve o governo negociar? Só se ele quiser uma enxurrada de seqüestros de aviões. Ora, se ele aceita negociar a mensagem que passará será: “eu só lato, mas não mordo”. Essa história de que eu não negocio com terroristas? Tudo bobagem, como pré-requisito é só você seqüestrar um avião, ou ameaçar colocar bombas em algum lugar etc..

[12] Voltando ao sistema financeiro, se uma Freddie Mac ou Fannie Maeda da vida não acredita na promessa do BC de que não vai ajudar (promessa que nem ocorreu, mas enfim..) e mesmo assim fazem uma bobagem gigantesca, deve o governo ajudar dado que a bobagem já foi feita? A resposta é a mesma: só se ele quiser ver uma enxurrada de bobagens. E parece que ele quer. A história do século XX, principalmente nos EUA é um “vai e vem” de regulações e liberalizações que ilustram bem a questão do risco moral: o governo libera a economia no famoso “mais ou menos”. As empresas não acreditam que se fizerem grandes bobagens não serão salvas pelo governo e elas não acreditam porque sempre quando fazem (ou na maioria das vezes), são salvas totalmente ou em partes. Então, aproveitando-se da liberação elas fazem. Aí o governo salva, gasta uma fortuna e regula tudo de novo com os mesmos avisos “ta vendo, o mercado livre é instável”. Os anos se passam, a regulação vai cobrando seu custo que se torna insuportável e novamente é feita uma “liberalização meia boca”... Passa o tempo e de novo, o governo salva empresas que sabem que serão salvas, regula de novo o mercado e... Isso não é masoquismo (apesar de parecer). Os incentivos acabam gerando essa situação, pelo menos até o custo da brincadeira para os rent-seekers não se tornar alto demais. A política ideal seria exatamente deixar quebrar, para quebrar o vício, mostrar que acabou: o governo não ajudará empresas, bancos e outras instituições financeiras. Se elas querem se arriscar, arcarão com os custos da aventura e se não querem quebrar, terão que se ajustar ao mercado.

[13] A intervenção americana só representa mais crises futuras, crises cada vez maiores. É uma intervenção que não diminui risco sistêmico algum e tragicamente cumpre o destino de toda intervenção: traz resultados contrários ao que pretendia. Só torna o tal risco cada vez maior, devido à fragilidade que as instituições financeiras vão “ganhando” com políticas subótimas, políticas que, no fundo, são subsidiadas pelo governo, são avalizadas por ele. Além disso cria outro risco, o risco moral. O dono do carro passa a deixá-lo em pleno Jardim Ângela a noite, com a porta e o vidro abertos. O ministro da defesa afirma que negocia com qualquer terrorista que seqüestrar um avião ou explodir alguma coisa e as empresas de hipoteca financiam US$400.000,00 para alguém que não ganha nem US$4.000,00 por mês e já está endividado em uns US$100.000,00.

3 comentários:

Anônimo disse...

Vamos lá , mais um golinho do chazinho!!
Muito bem! Você está fazendo um melhor dever de casa agora. Porém se ateve muito aos detalhes que não são importantes por enquanto. Os detalhes de como sair de uma crise quando ela se instala e como fazer aproximar as reservas de um nivel otimo ou 100% , por si só, nao tocam sequer na ponta do iceberg da corrupção banqueira. Existem milhares de soluçoes boas, porem sempre irá depender tanto da ausência de corrupçao por parte da elite financeira, quanto da transparencia de todas as operaçoes e livros dos bancos centrais. Não sei se vc ainda não investigou os crimes que envolvem os Bancos Centrais e dividas publicas, e o fato crucial do qual não sei se você desconhece ou simplesmente não menciona: O governo nunca apitou e nunca irá apitar muito sobre qualquer medida que o BC tome que seja realmente sólida. Se você acha que existe transparencia e autoridade alguma por parte de governos, não existe. Saiba que todos os grandes bancos privados e outras instituiçoes como os citados Fannie Mae e Freddie Mac , ou equivalentes brasileiros (os primeiros a receberem a liquidez de socorro), são um cartel e todas as pessoas que passam pelas presidências do BC tem ligaçoes muito intimas com os maiores carteis e instituiçoes bancarias globais, como Arminio Fraga e Meirelles por exemplo. Some isto ao fato de eles se afirmarem “acima da lei” na cara-dura, simplesmente negando quaisquer pedidos de auditoria - mesmo que por uma CPI - e finalmente temos um bando de foras-da-lei dirigindo uma rede de BCs operando nas sombras pelos verdadeiros governantes das naçoes, desde que a noção de banco central nasceu na Inglaterra com o Bank of England: os banqueiros. Isto sempre foi assim.
Soh resta dizer que o grande esquemao criminoso pode estar sendo desmascarado agora em 2010/2011 com essa onda repentina de movimentos por auditorias de dividas e de bancos centrais tendo tido como estopim todos os crimes descobertos cometidos pelos bancos protegidos pelo FED, que levaram o crash de 2008/2009 a ocorrer. (continua)

Anônimo disse...

Vc até listou algumas medidas, com ingenuidade, de como poderia se controlar uma crise. Você tem conhecimento econômico, mas não enxerga que o caso exige não apenas economia, mas criminalistica e um pouco da historia financeira do mundo. O que causa uma depressão economica pelo ciclo inflação-deflação é justamente a conspiração bancária que visa escoar ainda mais a riqueza para os proprios bolsos, de maneira frenética, sistêmica e desumana.
Ao longo da historia, os banqueiros sempre foram muito unidos e sempre controlaram os governos, especialmente quando as reservas eram somente lastreadas por ouro, passando assim o controle total para as maos dos grandes monopolistas de mineiraçao e cunhagem, que em quase todos os casos...eram os proprios banqueiros. É claro que com fiat money hoje (dolar principalmente), a coisa não é diferente pois quem a emite, é a mesma elite bancária que também controla o ouro. So que com o esquemao da fiat money, eles podem escoar lucros ainda mais exorbitantes via reservas fracionadas para os proprios bolsos, pois têm a total certeza de que seus irmãos de clubinho da presidencia dos BCs vao socorre-los com dinheiro publico quando a onda deflacionária se instalar, detonando todos os demais endividados , retirando deles o fruto de seu trabalho duro, fruto este que é riqueza real, como propriedades e demais bens usualmente usados como garantias de linhas de credito e financiamento como hipotecas. E isto, como vc bem notou acima, não interessando o quão obviamente abusivas, agressivas, e irresponsaveis com a população as condutas dos financistas e seus investimentos possam ter sido. E Isto é claro, sempre irá resultar em aumento das medidas de austeridade sobre a população já mergulhada em impostos elevadissimos e dividas diversas justamente resultadas da inflação galopante e insana que se segue desta verdadeira canalhice sem fim da elite bancária.
Não sei se você percebeu que uma vez que você entende o sistema monetário de impressão de dinheiro novo baseado em débito, o "ponzi scheme" mundial dos BCs criado pelo FED com seu “Modern Money Mechanics”,só não fica obvio pra quem naum quer ver.
A ideia de que toda moeda de papel (legal tender) que é lançada no sistema, é lançada como débito PARA O GOVERNO a um banco em troca de promessas de pagamento (o que ocorre no nosso BC e tambem no FED), e mais o fato de que não há controle nenhum do congresso sobre as decisões do BC sobre os principais ajustes, como o da propria impressao de moeda, ou ajustes da SELIC, é a de uma grande conspiração mesmo , por parte do FED e seu controle sobre os demais BCs do mundo que ainda tem a audacia de lastrear suas pobres moedas no dolar, como o nosso Real. Exatamente hoje, vemos de perto como o nosso país é refém da moeda yankee. Basta ver o que o nosso BC faz pra conter a espiral de declinio mortal que o dolar jah se encontra. Caso vc ainda tenha alguma duvida ou nao conseguiu pesquisar algum dos topicos que eu mencionei, me diga que tento te ajudar na pesquisa. (continua)

Anônimo disse...

O que estou tentando mostrar eh que o sistema de bancos centrais privados (sim , o FED e nosso BACEN são privados) , que se mascaram de instituiçoes do governo, é a verdadeira raiz do mal. O sistema fracionado soh funciona sem causar caos e escravidão financeira em um possivel cenario que consigo imaginar. Imagine que um estado que enfrente pobreza e problema de infra-estrutura resolva criar um banco estadual para fugir desse esquema criminoso de dinheiro criado como dívida e passa entao a emitir sua propria moeda legal sem debito e faz circular diretamente para pagamento de serviços e concessão de emprestimos com juros baixos. Este banco pode usar o sistema de reservas fracionadas para criar mais dinheiro do nada e aquecer a economia estadual nas esferas em que atua. Porem a diferença é que se poderia eliminar as quantias correspondentes a cada operação do sistema uma vez que estas fossem quitadas, para evitar inflação, pois este seria um banco saudável e não um ninho de víboras. O que teriamos é um enorme sucesso e o fim da usura exorbitante. Este modelo está sendo proposto por diversos economistas que são contra o controle escravizante do cartel de Bancos Centrais que operam seguindo a sua biblia inquestionavel, o “modern money mechanics”.
Me desculpe pela desordem do texto, escrevi tudo bem rapido.